Incorporação feminina ao serviço militar inicial é celebrada por integrantes da JMU

03/03/2026
Incorporação feminina ao serviço militar inicial é celebrada por integrantes da JMU

O ingresso inédito de quase 1.500 mulheres no serviço militar inicial das Forças Armadas foi saudado por integrantes da Justiça Militar da União (JMU) como a superação de paradigmas históricos.

Mulheres que se alistaram no serviço militar voluntário em 2025 assumiram nesta segunda-feira (02/03)  como soldados, ampliando a participação feminina para as atividades operacionais das três forças, e consolidando um processo de inclusão iniciado há mais de quatro décadas.

“O dia 2 de março de 2026 torna-se um marco para as Forças Armadas brasileiras”, disse nesta segunda-feira a juíza federal Vera Lúcia da Silva Conceição, presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação da JMU (Comprev).

“O alistamento voluntário feminino demonstra o avanço contínuo das instituições militares no processo de inclusão, iniciado na Marinha do Brasil em 1980, na Força Aérea Brasileira em 1982 e, no Exército Brasileiro, em 1992. Desde então, as mulheres passaram a integrar diferentes áreas de atuação na caserna”, afirmou a juíza, completando: “A Comprev da JMU dá as boas-vindas às novas militares e lhes deseja uma carreira profícua, pautada pela honra, pela dedicação e pelo compromisso com a Pátria”.

A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, também celebrou a chegada de mais mulheres nas Forças Armadas, destacando que o dever com a pátria é uma obrigação de todos: “Quando a mulher era impedida de ingressar no serviço militar, isso significava uma exclusão e estigmatização com relação à sua participação na construção da cidadania”.

A ministra Maria Elizabeth e a juíza Vera Lúcia lembraram que o momento se torna mais significativo por coincidir com a nomeação da primeira mulher ao posto de General de Brigada no Exército Brasileiro, a oficial Cláudia Lima Gusmão Cacho.

 “Ela é símbolo das transformações institucionais e das oportunidades conquistadas ao longo dessa trajetória”, afirmou a juíza.

Para a presidente do STM, primeira ministra e primeira presidente eleita da Corte castrense, a ocupação por mulheres desses postos nas Forças Armadas é crucial para o empoderamento e para a quebra de paradigmas arcaicos: “O ingresso das mulheres em todas as  esferas de poder é um passo irreversível para a cidadania plena”.

A juíza Denise Melo Moreira, Ouvidora da Mulher da Justiça Militar da União, também saudou as novas militares brasileiras, ressaltando o interesse pelo alistamento em grande parte dos municípios brasileiros mostra ao mundo "que a defesa da nossa pátria é funcão de todas e de todos" Acrescentou que as mulheres chegam às Forças Armadas para somar com competência, força e disciplina.  

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