O corregedor da Justiça Militar da União, ministro Francisco Joseli Parente Camelo, participou, nesta semana, da 11ª edição do Fórum Nacional das Corregedorias, realizada em Brasília.
Promovido pela Corregedoria Nacional de Justiça, o encontro reuniu representantes das corregedorias de todos os ramos do Poder Judiciário no auditório do Conselho da Justiça Federal. O objetivo foi alinhar diretrizes, compartilhar experiências e discutir estratégias voltadas ao aprimoramento da atividade correicional no país.
Nesta 11ª edição, o Fonacor está estruturado para apresentar as principais ações, programas e metas da Corregedoria Nacional de Justiça para o biênio 2024–2026. A programação inclui debates sobre gestão estratégica, integração institucional, modernização normativa dos serviços extrajudiciais e o uso de novas tecnologias, com destaque para a aplicação da inteligência artificial no Judiciário.
Ao longo do evento, também são apresentados sistemas em desenvolvimento, normas recentes e iniciativas conduzidas em parceria com os estados. Entre os programas abordados estão o Solo Seguro (Favela & Comunidades e Amazônia Legal), o Novos Caminhos e o Registre-se!, todos voltados ao fortalecimento institucional e à ampliação do acesso à cidadania.
No período da tarde, a programação aprofunda temas como padronização, automação e inovação tecnológica, incluindo o lançamento do Programa de Execução Efetiva. O encerramento prevê a apresentação das metas para 2026, além de premiações e participação de autoridades da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados.
Durante sua participação, o ministro Joseli destacou a relevância do fórum como espaço de construção coletiva no âmbito do Judiciário. “Este fórum se consolida, a cada edição, como um espaço essencial de diálogo, de cooperação e de reflexão entre as corregedorias dos diversos segmentos do Poder Judiciário”, afirmou.
O corregedor também ressaltou o cenário de crescente exigência social em relação às instituições públicas. Segundo ele, a atuação das corregedorias é fundamental para assegurar a confiança da sociedade no sistema de Justiça. “A sociedade brasileira cobra não apenas decisões tecnicamente corretas, mas também transparência, eficiência, coerência e sensibilidade institucional”, disse.
Em sua fala, o ministro enfatizou ainda as especificidades da Justiça Militar da União e a importância de sua integração ao sistema nacional de governança do Judiciário. Ele defendeu maior participação institucional no Conselho Nacional de Justiça. “Somos um ramo especializado, com competências bem delimitadas e uma organização singular. Ter um assento no CNJ permitirá ampliar nossa contribuição às diretrizes nacionais, respeitando nossas particularidades”, pontuou.
Joseli destacou também o perfil da magistratura da Justiça Militar da União, composta por um quadro reduzido e altamente qualificado, o que favorece uma atuação correicional colaborativa e orientada ao aperfeiçoamento contínuo. Segundo ele, o trabalho das corregedorias deve ir além da fiscalização, assumindo caráter preventivo e pedagógico.
“O fortalecimento institucional passa, necessariamente, pela troca de experiências e pelo compartilhamento de boas práticas. É assim que conseguimos enfrentar os desafios contemporâneos e aprimorar a prestação jurisdicional”, concluiu o ministro.
Instituído pelo Conselho Nacional de Justiça por meio do Provimento nº 80/2018, o Fonacor é um órgão permanente voltado à integração e ao alinhamento das corregedorias de todo o Judiciário. Sua finalidade é fomentar estudos, estabelecer diretrizes nacionais e coordenar políticas públicas na esfera correicional, contribuindo para a eficiência e a credibilidade das instituições.

