Natural de Ipioca - AL
Nomeado (a): 14.02.91
Data de Posse 28.02.91
Nascimento - 30 de abril de 1839, no engenho do Riacho Grande, em Ipioca - AL. Filiação - Manuel Vieira de Araújo Peixoto e Ana Joaquina de Albuquerque Peixoto. Foi casado com Josina Vieira Peixoto, com quem teve oito filhos.
Nomeado Conselheiro de Guerra por decreto de 14 de fevereiro de 1891. Apresentou-se a 28 do mesmo mês e ano.
Nomeado Ministro do Supremo Tribunal Militar, em conformidade com o decreto nº 149, de 18 de julho de 1893, por decreto do Vice-Presidente do Senado Federal, no impedimento do Presidente da República, de 25 do mesmo mês e ano. Presidiu o Tribunal no período de 23 de novembro de 1891 a 18 de julho de 1893.
Falecimento - 29 de junho de 1895, na Estação de Divisa (hoje Floriano), município de Barra Mansa - RJ.
Fez o curso primário em Maceió. Aos 16 anos, dirigiu-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou no Colégio São Pedro de Alcântara. Assentou praça em 1857, como voluntário, no 1º Batalhão de Artilharia a Pé.
Em 1861 ingressou na Escola Militar, tirou o curso de Artilharia e bacharelou-se em matemática e ciências físicas; em 2 de dezembro de 1861.
Foi promovido a Segundo-Tenente, e a 30 de dezembro de 1863 a Primeiro-Tenente.
Comissionado a 29 de setembro de 1865, foi efetivado no posto de Capitão a 22 de janeiro de 1866.
Comissionado como Major, participou de todos os grandes feitos das armas patrícias em dezembro de 1868, sobressaindo em especial em Avaí e sendo confirmado, por bravura, naquele posto a 20 de fevereiro de 1869.
Destacou-se, a seguir, sob as ordens de Osório, no Passo da Pátria e, mais, em Estero Bellaco, Tuiuti, Tuiu-Cuê, Avaí, Lomas Valentinas, Angustura, Peribebuí, Campo Grande, Passo da Taquara - quase todas as batalhas mais importantes da guerra, até o desfecho, em Cerro Corá (de onde trouxe como lembrança a manta do cavalo de Solano López). Por todos esses feitos recebeu a Medalha Geral da Campanha e diversas outras condecorações. Foi promovido a Tenente-Coronel em 9 de abril de 1870.
Concluiu o curso de ciências físicas e matemáticas, interrompidos pela guerra. Serviu depois, em 1872, como comandante do 3º Batalhão de Artilharia a Pé no Amazonas, sendo dali transferido para Alagoas.
De 1878 a 1881, foi Diretor do Arsenal de Guerra em Pernambuco. A 3 de janeiro de 1883 foi promovido a Brigadeiro.
Foi Comandante de Armas, no Amazonas, Pernambuco e Mato Grosso, província que governou em 1884-1885.
De volta à vida militar em 1889, foi investido no comando da 2ª Brigada do Exército, promovido a Marechal de Campo em 6 de junho de 1889. Em 15 de novembro de 1889, exerceu as funções de Ajudante-General do Exército, segundo posto depois de Ministro da Guerra. Floriano não participou das conspirações militares que culminaram na proclamação da República. Mas sua atitude não inspirava preocupação ao Marechal Deodoro da Fonseca, que, ante os temores manifestados por Benjamin Constant, afirmou ter a certeza da solidariedade do Ajudante-General de Campo. E essa certeza se confirmou a 15 de novembro, quando Floriano se recusou a cumprir a ordem, que lhe fora dada pelo Visconde de Ouro Preto, de dispersar os corpos rebeldes da guarnição da capital reunidos no Campo de Santana.
A 30 de janeiro de 1890 foi promovido a Tenente-General. A 15 de abril de 1890 alterou asdenominações dos postos do Corpo do Estado Maior General do Exército e pela alteração adotada naquela Lei, a denominação do posto de Tenente-General foi mudada pela de Marechal de Exército e um desses Marechais ficou sendo Floriano Peixoto. Em 1890, substituiu Benjamin Constant na pasta da Guerra.
Candidato à Vice-Presidência, a 25 de fevereiro de 1891 elegeu-se por grande maioria - 157 votos contra 57 dados ao candidato oficial, o Vice-Almirante Eduardo Wandenkolk. Com a renúncia de Deodoro, a 23 de novembro do mesmo ano, assumiu a Presidência da República, conservando, porém, o título de Vice-Presidente.
Atividades no STM

