Natural de Portugal - Lisboa
Nomeado (a): 26.05.37
Data de Posse 26.05.37
Nascimento - Em 22 de setembro de 1798, em Lisboa - Portugal. Filiação - Manuel do Espírito Santo Limpo e de Maria da Maternidade de Abreu e Oliveira. Foi casado com Ana Luísa Carneiro Mendonça
Nomeado por Decreto de 26 de maio de 1837 a Ministro Adjunto do Conselho Supremo Militar e de Justiça, pelo governo da Regência, permanecendo no cargo até 18 de fevereiro de 1838, tempo em que pediu e obteve sua demissão, oferecendo ao mesmo tempo os vencimentos a que tinha direito, para as despesas do Estado a braços com a rebelião do Rio Grande do Sul.
Falecimento - 14 de setembro de 1883, no Rio de Janeiro – RJ, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.
Preparado convenientemente, partiu para Coimbra, Portugal em 1815, matriculando-se na Faculdade de Leis da mesma cidade, em que muito se distinguiu; fez sua formatura a 19 de maio de 1820, e a 17 de julho tomou o grau de licenciado em leis, não podendo tomar o de doutor, apesar de estar para isso habilitado com todos os exames, por ter receio que rebentasse a revolução, que já naquele tempo se preparava com grande afã, e ter por isso deixado a metrópole e partido para o Rio de Janeiro em setembro de 1820.
Chegado à Corte, foi em seguida nomeado por D. João VI, Juiz de Fora da Vila de São João d’El Rei por Decreto de 22 de janeiro de 1821, cuja nomeação foi decisiva para a sua carreira pública, e tendo desempenhado este cargo por algum tempo com distinção, exerceu depois o de ouvidor interino da comarca do Rio das Mortes, que não menos reputação lhe grangeou.
Por Decreto de 07 de fevereiro de 1823, foi nomeado, ainda, Ouvidor da Comarca do Rio Grande do Norte, mas não foi exercer naquele lugar porque o governo precisou de seus serviços em Paracatu, comarca de Minas Gerais, para onde foi nomeado por Decreto de 24 de setembro do mesmo ano.
A 12 de outubro de 1826, o governo imperial, pretendendo remunerar seus serviços e aproveitar seus conhecimentos, despachou-o desembargador ordinário da Relação da Bahia, e a 19 de dezembro de 1828, deu-lhe exercício na Casa da Suplicação do Rio de Janeiro, onde serviu até a extinção desse Tribunal, e ocupar uma Casa de Agravos e o lugar do Promotor de Justiça.
Em 1830 e 1831 foi nomeado membro das comissões que examinaram e emendaram os projetos dos Códigos do processo Criminal e Penal, e em 1834 sustentou e defendeu as reformas que se converteram em lei do Estado pelo ato adicional à Constituição.
Quando em 1833 se executou a reforma judiciária, foi nomeado Desembargador da Relação do Rio de Janeiro, onde serviu até 13 de maio de 1846, tendo como desembargador mais antigo presidido aquele Tribunal desde maio até dezembro de 1844.
Foi presidente da Câmara nas Sessões de 1833 e 1845, e completou sua carreira parlamentar entrando para o Senado por Carta Imperial de 13 de novembro de 1847, tendo já sido seu nome três outras vezes oferecido à escolha do Imperador pela província de Minas de que era Senador.
Ao chegar de sua presidência de Minas foi nomeado pelo Primeiro Regente, por Decreto de 14 de outubro de 1835, Ministro da Justiça e interinamente do Império, passando a 03 de março de 1836 a ocupar a pasta dos Estrangeiros, tornando-se um de seus principais auxiliares.
Minas Gerais foi a província do Império que o escolheu para representá-lo na Assembléia Geral Legislativa. Eleito pela primeira vez em 1824, foi reeleito até a legislatura de 1843 que foi dissolvida em 1844, e em que não foi considerado por se achar fora do Império em virtude do movimento revolucionário que em 1842 teve lugar nas províncias de Minas e São Paulo; daí por diante foi sempre eleito até o ano de 1847 em que entrou para o Senado.
A 14 de maio de 1846 nomeou-o, a Corte Imperial, Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, lugar em que muito pouco tempo permaneceu, aposentando-se a 08 de março de 1848 com vencimento de desembargador.
Condecorações
Título nobiliárquico

